Nasce a SBDOF – Sociedade Brasileira de Disfunções Temporomandibulares

Olá a todos!

Temos boas novidades para voces! Ha tempos usamos esse blog para divulgar uma disfunção que atinge grande parte da população sem que essas pessoas saibam do seu real problema. Por isso, estamos muito orgulhosos de informar-lhes sobre a criação da SBDOF, Sociedade Brasileira de Disfunções Temporomandibulares e Dor orofacial.

A ideia da Sociedade já vem amadurecendo há algum tempo. Nós, profissionais de odontologia envolvidos com a especialidade, somos testemunha do sofrimento e desespero de muitas pessoas que sofrem com as dores de cabeça, zumbidos, dores mandibulares, limitações de abertura bucal e outros sintomas. Essa foi uma conquista nossa! Assim, quando nesse sábado, 28 de janeiro de 2012, estávamos comemorando o sucesso da reunião, que ocorreu no mesmo dia durante o 30º CIOSP (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo), VOCÊ também estava em nossos pensamentos.

Contamos com a presença de todos os profissionais com papel relevante dentro da especialidade. Nascemos fortes. Mais de 10% de todos os especialistas registrados na CFO optaram por se associarem e se unirem a essa luta. Existem Associações com mais de 20 anos de existência que ainda nao conquistaram essa porcentagem de participação.

Teremos muito trabalho pela frente e contaremos com o apoio de outros órgãos dentro da odontologia. Em menos de 24 horas havíamos recebido emails de vários países, bem como das principais instituições do Brasil, nos parabenizando e nos fornecendo apoio, como a AAOP (Academia Americana de Dor Orofacial), Universidades de dentro e fora do pais, do CFO (Conselho Federal de Odontologia) e do Ministerio da Saude. E você também pode nos ajudar. Informe-se sobre a disfunção e comente com seu marido, amigos, namorado, familiares. Toda ajuda e bem vinda!

Um brinde a mais essa conquista. E ao direito que temos de nos cuidar e viver bem.

Equipe Clínica Simone Carrara.

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Simples Assim

Visitar o dentista regularmente não está no hábito da maioria dos brasileiros. Segundo o IBGE, apenas cerca 40% dos brasileiros visitaram o dentista em 2009. Contudo, talvez nem mesmo estes saibam que os benefícios de ir ao dentista vão muito além da saúde bucal. Na vida social, um sorriso bonito e saudável ajuda em muitas situações, desde conquistas amorosas ao simples convívio com amigos. No campo do trabalho, pesquisas dizem que pessoas de boa aparência tendem a se destacar profissionalmente, e o sorriso possui papel fundamental nesse processo.

Mas ao se falar da boca, não há como não se falar de saúde. Cuidados com a boca são importantíssimos, pois, se não tratada freqüentemente e corretamente, problemas dos mais variados podem surgir, desde doenças bucais locais a infecções mais sérias.

Para compreender melhor, é só observar o dia-a-dia. Trabalho, estudo, contas. São tantas as obrigações que a saúde costuma ser deixada de lado. Mas, no meio disso tudo, surgem outros problemas, que geralmente não são percebidos, como uma pequena descalcificação em um dos dentes. Mas daí vem os filhos, defeito no carro e, novamente, sem perceber, algo mais surge na boca, decorrente da descalcificação: cáries. Não dá para restaurar, adia-se um pouco. O indivíduo sente uma dorzinha, mas nem dá bola, pois também tem outras preocupações, como obrigações do trabalho, assistir o jornal, acompanhar a novela ou o futebol. Piorou, agora nem núcleo ou coroa, só implante e com enxerto. Para que tanto prejuízo biológico? Na visita periódica ao dentista é feito o diagnóstico precoce que evita danos, reduz o investimento e poupa o tempo.

Além da vida atribulada, outros motivos afastam os pacientes das clínicas odontológicas: medo da dor, falta de informação ou receio com o custo. Entretanto, se esquecem que quanto mais o tratamento é adiado, mais difícil, dolorosa, demorada e cara será a solução.

É incontestável que a melhor maneira de se evitar idas ao dentista é marcar periodicamente consulta de revisão com seu dentista de confiança.

Você já ouviu tudo isso, quem sabe não é a hora de prestar atenção? Cuide-se.

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22 Primaveras

Na época das grandes navegações as mulheres portuguesas não se casavam no mês de agosto. Não por falta de vontade ou pretendentes, mas porque era nesse mês que os homens partiam nos navios à procura de novas terras. Nós da Clínica Simone Carrara nos inspiramos não no sentimento das mulheres que temiam a perda de seus amados, mas na coragem e esperança daqueles que buscavam um mundo novo, melhor e mais próspero. Por isso, comemoramos com orgulho o nosso nascimento e crescimento nesse mesmo mês todos os anos.

22 primaveras completamos hoje. E ainda que o dia 21 seja o dia oficial, 2011 vem nos presenteando todos os meses. Ganhamos novos e excelentes profissionais nas áreas de dentística com a entrada do Dr Leandro Hilgert, que adquiriu seu grau de doutor em dentística na Alemanha e hoje, além de exercer a profissão, dá cursos na área mundo afora; e de fonoaudiologia com a Dra. Liseane  Holdefer que faz seu doutorado em zumbido e possui formação em psicologia com especialização em TCC (Terapia Comportamental Cognitiva) – essa técnica de terapia é uma das mais citadas em artigos na área de DTM relacionadas à psicologia.

Para comemorar inauguramos o Programa ACTO- PACTO – Programa Participativo de Gestão de Saúde , planejado especialmente para os pacientes de Disfunção Temporomandibular. O nome é conceitual; o sufixo ACTO vem do latim e significa ação, movimento. É uma inspiração para nossa meta de transformação. A abordagem, inédita no Brasil, vai muito além da patologia, estimulamos a mudança de hábitos e comportamentos que é tão importante para o resultado do tratamento da DTM. Trata-se de uma intervenção multidisciplinar que envolve estratégias para gestão de dor crônica, disfunção e outros sintomas associados à DTM.

Por todas as concretizações e pelos 22 anos de existência, agradecemos aos nossos pacientes por toda a confiança que nos motiva a buscar sempre o melhor. Esse é o nosso grande presente. E que venham os 23!

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O Que Acontece em Sua Boca, Não Fica Apenas na Sua Boca

O texto que segue foi retirado de um vídeo produzido pela Johnson & Johnson, em parceria com a empresa americana Anatomical Travelogue;

Há mais bactérias em sua boca nesse momento do que pessoas na Terra. Com o tempo, essas bactérias podem se juntar (…) e formar uma camada espessa chamada “placa bacteriana”. As células inflamatórias de sua boca são ativadas para matar as bactérias, mas as bactérias podem criar fortes defesas dentro da colônia para permanecerem vivas. Essas bactérias resistentes são de difícil controle até mesmo por antibióticos.
A área entre seus dentes e gengivas é densamente povoada de vasos sanguíneos. Atividades diárias (como a prórpia mastigação) podem romper esses pequeninos vasos. Então pedaços da placa bacteriana e bactérias podem se soltar e se misturar à corrente sanguinea dando às bactérias da superfície de sua boca completo acesso ao resto de seu corpo e eventualmente influenciando em outras complicações: como Doenças Cardíacas, na qual bactérias ajudam na formação de placas nos vasos sanguíneos, o que pode levar a ataques do coração; ou Pneumonia, na qual as bactérias podem levar à uma infecção séria em seus pulmões; ou Artrite Reumática, uma doença debilitante na qual ocorre inflamação das articulações; ou bebês de baixo peso e nascimento prematuiro, que pode ser causado por bactérias transmitidas da mãe para seu feto.

O que acontece em sua boca, não fica apenas na sua boca.
What happenes in your mouth don’t stay in yous mouth.


A edição original, de 3 minutos, pode ser visualizada no link: www.jnjbrasil.com.br

De acordo com o site, “as informações que fundamentam o vídeo foram apuradas por pesquisadores das principais universidades americanas e por estudos epidemiológicos de pesquisadores europeus e brasileiros, que elucidaram dados recentes sobre a relação entre saúde bucal e sistêmica.”

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Hábitos Parafuncionais na DTM: Aprenda a Evitá-los.

Como todos estão cansados de saber, um sem número de fatores podem desencadear disfunções na ATM. Dentre esses fatores, há alguns, de origem psicológica, que levam a hábitos parafuncionais. Ou seja, acabamos realizando atitudes, de certa forma prejudiciais, sem nos darmos conta. Basicamente, pare e pense: você percebe quando pisca os olhos? Você tem que “pensar” na ação de respirar para que possa respirar? Não. Assim funcionam os hábitos parafuncionais. Temos controle sobre eles, mas ao mesmo tempo, eles podem ter controle sobre si mesmos, existindo ainda que não estejamos conscientes deles.
No caso da DTM, hábitos parafuncionais que sobrecarregam a articulação temporomandibular ou os músculos da mandíbula podem agravar a patologia e gerar uma série de desconfortos em diferentes níveis. A intenção dessa postagem é fazer com que você, paciente ou não, fique atento e possa, se não eliminar tais comportamentos, diminuí-los ao máximo uma vez que tome consciência disso.
  • Bruxismo. Muitas pessoas tem ou conhecem alguém que tenha o hábito de apertar ou ranger os dentes durante a noite. Mas o mesmo hábito pode também acontecer durante o dia, enquanto ainda estamos acordados – e é quando podemos evitá-lo. Não só pelo desgaste dos dentes, o bruxismo faz com que os músculos da mandíbula fiquem contraídos, aumentando a ocorrência de dores provenientes da DTM. Se estiver ansioso ou nervoso, tente liberar a tensão de outra forma. Use as mãos para rasgar um papel ou apertar bolinhas de borracha, por exemplo.
  • Apoiar o telefone com o ombro, de encontro ao ouvido. Com os dias cada vez mais corridos, queremos fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nesse contexto, falar ao telefone enquanto digitamos, arrumamos a mesa, cozinhamos ou dirigimos (perigo!) se torna comum. Comum e prejudicial. Ao apoiar o telefone com o ombro sua postura fica prejudicada e há contração dos músculos que se relacionam à ATM, gerando dor e desconforto. Além disso, para segurar o aparelho, fazemos pressão na mandíbula e na região logo abaixo do ouvido que, coincidentemente, é onde se encontra a nossa articulação temporomandibular. Violinistas devem prestar atenção à forma com que sustentam o instrumento, uma vez que também utilizam os ombros e o queixo.
  • Segurar com os dentes alfinetes de costura, clipes de papel, tampas de caneta, etc. Roer unhas ou as cutículas das pontas dos dedos. Esses comportamentos sobrecarregam de maneira desnecessária os músculos da mandíbula e levam a um posicionamento incorreto da mesma, prejudicamento, por consequência, a articulação temporomandibular.
  • Mastigar de um só lado e/ou mascar chicletes. A mastigação dos alimentos deve ser feita cuidadosamente. Devagar e de forma correta. Há pessoa que mastigam movimentando a boca lateralmente ou de boca aberta, isso só prejudica a articulação. Alimentos muito duros ou difíceis de mastigar devem ser alternados com garfadas (ou colheradas) de alimentos menos desafiadores. Mastigar a comida de um só lado da boca durante as refeições sobrecarrega a mandíbula e a ATM, bem como mascar chicletes visto que passamos muito tempo fazendo o mesmo movimento e pressionando a mandíbula. Mascar chicletes de um lado só, nem pensar.
  • Chupar ou morder o dedo / chupar chupeta. Adultos geralmente não apresentam mais esse tipo de comportamento. Entretanto, a DTM, apesar de menos frequentemente, ocorre em crianças. Por isso, é importante que os pais observem se esse tipo de atitude tem se repetido e, no caso da chupeta, que assim que a idade permitir, não adie a retirada desta do cotidiano da criança.
  • Apoiar a mão no queixo enquanto estuda, trabalha, vê filme, cochila. Uma pressão a mais para a nossa mandíbula. Tente sentar corretamente e usar um local apropriado para estudar e trabalhar – use mesa, cadeira e um ambiente adequadamente iluminado. Quando for ver filme, procure não deitar de bruços, uma vez que isso ação de colocar a mão no queixo mais tentadora. Procure dormir bem também, cochilar na mesa, na cadeira ou de forma incorreta é prejudicial tanto para a ATM quanto para o seu sono e para a sua coluna. Cuide-se.
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Exercícios de Fisioterapia Podem Ser Muito Úteis Contra a DTM

A Fisioterapia é uma profissão que tem como foco a recuperação física de pessoas com inúmeras patologias de origem musculoesquelética, neurológica, cardiopulmonar e uroginecológica que se manifestam basicamente por dois sintomas: dor e perda de função.

Exemplo de Exercícios de Mobilização Cervical

Ela se utiliza de uma extensa gama de recursos para tratar os mais diversos acometimentos:  a crioterapia, uso de gelo para diminuição da dor; e a termoterapia, uso de compressas quentes; recursos eletroterápicos e fototerápicos (lasers, raios infravermelhos e ultravioleta); a tão conhecida massoterapia (uso de massagens); e cinesioterapia, que consiste em alongamento, exercícios de fortalecimento muscular, ginástica passiva, etc.; além de vários métodos difundidos como: RPG, Pilates, Quiropraxia, Osteopatia, Hidroterapia, Bobath, Kabat e muitos outros. Cada recurso ou método visa restabelecer e/ou facilitar o equilíbrio físico.

Paciente com desvio de abertura bucal. Observe como os dentes centrais estão desalinhados.

Na DTM, a fisioterapia tem um papel fundamental no alívio de muitos dos sinais e sintomas como: dor na ATM relacionada ao movimento, dores musculares na face e pescoço, limitação dos movimentos da ATM e cervicais, alterações de postura (principalmente postura de cabeça), estalido articular da ATM e algumas cefaléias.

Mobilização Intrabucal

Se fôssemos realizar, por exemplo, um tratamento fisioterápico em um paciente que apresenta estalo e limitação de movimento das ATMs, primeiramente deveríamos submetê-lo a uma avaliação do grau do estalido (graus 1, 2 ou 3), do equilíbrio dos músculos da mastigação pela palpação e a testes específicos, da amplitude da limitação articular, dos desvios de abertura e da postura de cabeça. Posteriormente no tratamento poderiam ser utilizados mobilização articular intra-bucal, ou seja, movimentação manual da articulação para aumento da amplitude de movimento; exercícios para potencializar a contração e favorecer a coordenação muscular com o objetivo de evitar desvios de abertura e indiretamente diminuir o estalido; exercícios posturais para corrigir postura anterior e desvios laterais de cabeça; técnicas quiropráticas para aumentar a amplitude de movimento cervical (se estiver diminuída); além de outros recursos que podem variar com os sintomas e grau de acometimento de cada paciente.

Exercício Para Ganho de Abertura Bucal

Exercício Para Fortalecimento Muscular

O objetivo de todo o tratamento fisioterapeutico é equilibrar a musculatura que envolve a ATM e o sistema mastigatório, aliviar as dores ocasionadas pela DTM, reestabelecer as funções musculares e a amplitude articular, prevenir o aparecimentos de outros sinais e sintomas, promover uma mudança de comportamento no paciente, dando-lhe consciência funcional e postural; e proporcionando-lhe uma melhoria significativa no seu quadro de disfunção e consequentemente na sua qualidade de vida.

Importante

A Fisioterapia sozinha não vai resolver o seu problema de DTM. É fundamental que o fisioterapeuta faça parte da equipe que trata a disfunção e seja um ativo complementar ao tratamento. Converse com o seu dentista.

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“DTM por um click”: Ajude alguém com disfunção na ATM.

Ao longo desses meses publicamos uma série de textos com o objetivo de informar aos nossos leitores sobre a odontologia, dando um foco especial na Disfunção Temporomandibular, ainda desconhecida por grande parte das pessoas que sofrem com seus sinais e sintomas, e sobre a importância de cuidar de si mesmo e de realizar uma boa higiene bucal. Mas gostaríamos de ir além.

Em breve irá ao ar o site da campanha “DTM por um click”. A proposta do site é criar um canal onde os pacientes da disfunção se sintam a vontade para trocar experiências e informação, além de contarem com uma fonte segura com dados e explicações sobre o tema. Quem sofre com disfunção na ATM sabe como é difícil diagnosticá-la devido à pouca informação e ao pouco conhecimento por parte das pessoas e dos próprios profissionais de saúde em relação a patologia.

Entender o que estamos passando e nos informar  da melhor forma possível é o primeiro passo para solucionar qualquer problema. Não importa o estado, a clínica ou o nível de disfunção que apresentamos, como parceiros nessa causa, pacientes e profissionais podem mudar para melhor a realidade de muitas pessoas que sofrem direta ou indiretamente de disfunção na ATM.

Mas para dar o segundo passo, gostaríamos primeiro de ouvir a sua história. Ela é importante para que outras pessoas possam se identificar e encontrar esperança e conforto dentro do universo DTM. A sua história é importante. Entre em contato conosco através do email dtmporumclick@gmail.com.

Ajude alguém com disfunção na ATM. Contamos com você nessa causa.

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A DTM e o Beijo na Boca

Ninguém sabe, ninguém viu, o primeiro beijo da história. Ou pelo menos ninguém registrou ou sobreviveu para contar o que acontecia na época que igualmente ninguém sabe quando era. De acordo com a Wikipedia, o mais antigo relato sobre o beijo, que ainda não era esse beijo de língua que nós conhecemos, remontam ao ano 2500 a.C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Na revista Super Interessante é citado que o texto indiano Kama Sutra, escrito entre 400 e 200 a.C., foi um dos primeiros a apresentar uma versão amadurecida sobre o assunto detalhando, inclusive, ”os três tipos de beijo a que uma moça da época tinha acesso: o beijo “nominal”, no qual só poderia tocar a boca do amante com os lábios; o “palpitante”, que permite movimentar apenas o lábio inferior, e havia o de “toque”, no qual a moça está autorizada a passar a ponta da língua nos lábios do namorado.” (fonte)

Uma linda viagem é ir do nariz ao queixo bem devargazinho e parar no meio do caminho. (Autor Desconhecido)

No Brasil, a prática tem uma data oficial: 13 de abril. Todos sabemos que beijar faz bem, melhora o humor, queima calorias e movimenta 29 músculos da face, assim como a nossa tão conhecida articulação temporomandibular (ATM).

Muitos pacientes tem sérios problemas na hora de beijar na boca e não estamos falando de uma simples dor de cabeça que pode nos deixar sem vontade mas ainda permite que o beijo aconteça. Travamentos da mandíbula, estalos, limitações dos movimentos e consequente comprometimento da qualidade do beijo, dor, tudo isso pode acontecer na hora do beijo. Infelizmente, alguns parceiros podem não entender que, como diz a Gisela nesse link, tem dias que você não consegue beijar.

Tomar os cuidados necessários e realizar o tratamento corretamente é importante para evitar que o prazer de beijar esteja comprometido. Explicar e ajudar o parceiro a entender melhor o que você passa também ajuda bastante, não só pela compreensão em si, mas porque ele, ou ela, pode ajudar e estimular o cultivo de hábitos saudáveis que fazem a diferença no tratamento da disfunção temporomandibular (DTM) e também na vida dos dois.

E você, já teve algum problema desse tipo? Compartilhe com a gente.

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DTM não tem cura, tem controle.

A Rede Globo de Televisão vem apresentando uma série de reportagens sobre doenças como hipertensão e diabetes. É provável que você conheça alguém que apresente algum ou mesmo os dois exemplos citados. O que tais doenças têm em comum é que começam a agir silenciosamente e, uma vez diagnosticadas, não têm cura. Felizmente, podem ser controladas.

Não deixe a DTM te controlar. Controle você a DTM.

A DTM entra na classificação de doenças sem cura. Rotinas estressantes; má postura; dificuldades para dormir; contração involuntária dos músculos do aparelho mastigatório; mastigação incorreta; falta de exercícios físicos, além de outros hábitos já mencionados aqui, são detalhes que fazem toda a diferença para a nossa qualidade de vida.

O tratamento da DTM envolve acompanhamento profissional do dentista e, principalmente, uma mudança de hábitos por parte do paciente. O que acontece é que pessoas que apresentam a disfunção, após certa melhora do quadro de dor no decorrer do tratamento, tendem a se ausentar das consultas ou a se policiar menos graças à segurança que aflora ao sentirem que estão melhores. Entretanto, por ser uma doença sem cura, as dores ocasionadas pela disfunção na ATM acabam reaparecendo, às vezes com maior intensidade.

É extremamente importante manter os bons hábitos adquiridos a partir do tratamento e ir periodicamente ao especialista em disfunção temporomandibular e dor orofacial para que ele possa avaliar corretamente o andamento do seu caso. Pacientes que recebem alta devem voltar pelo menos a cada ano para realizar esse procedimento ou no período determinado pelo dentista.

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DTM: Alguns números que você precisa saber

40 a 70% da população apresenta pelo menos 1 sinal de DTM; 33% pelo menos 1 sintoma; e 85,4% dos casos têm ocorrência em mulheres em torno dos 35 anos de idade.

Segundo estudo publicado por Ballegaard et al. (2008), 56,1% dos pacientes com cefaléia, ou dor de cabeça, apresentam Disfunção Temporomandibular (DTM); sendo a dor de cabeça a queixa mais comum, relacionada a 90% dos casos de DTM.

Apenas 35,4% dos médicos que relacionam problemas na ATM à odontologia sabem encaminhar o paciente à um profissional de DTM e Dor Orofacial como deve ser feito.

41,3 a 68,6% do número de estudantes universitários possuem algum sinal ou sintoma de DTM.

Estima-se que somente 0,03% das pessoas que precisam de tratamento quanto ao problema de DTM de fato o fazem.

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Fontes: Martins Junior RL, Kerber FC, Stuginski-Barbosa J. Atitudes e conhecimento de médicos cefaliatras em relação à disfunção temporomandibular. Migrâneas cefaleias 2009; 12( 1): 10- 15 / CARRARA, Simone Vieira; CONTI, Paulo César Rodrigues and BARBOSA, Juliana Stuginski. Termo do 1º Consenso em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial. Dental Press J. Orthod. [online]. 2010, vol.15, n.3, pp. 114-120. ISSN 2176-9451. doi: 10.1590/S2176-94512010000300014.
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